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A GRANDE LOJA DE SANTA CATARINA, Unidade federada, Corpo Soberano, Independente, Legal e Legítimo da Maçonaria Simbólica, Regular e Universal, representante do Povo Maçônico sob sua égide no Estado de Santa Catarina, além de ter responsabilidade perante sua Jurisdição, no que diz respeito aos seus Postulados e à sua Declaração de Princípios, tem por dever traçar um perfil de conduta que possa proteger  suas Lojas e seus membros frente a ocorrências, mesmo que fora da sua Jurisdição, que possam denegrir e macular a imagem da Ordem Maçônica Universal, como um todo.

Esse breve preâmbulo se faz necessário para lembrar que a Maçonaria no Brasil, com seus mais de 195 anos de existência, é representada regularmente por três Potências/Obediências: Sistema CMSB – formado pelas Grandes Lojas, Sistema COMAB – formado pelos Grandes Orientes Estaduais (independentes) e o Sistema GOB – formado pelos Grandes Orientes (Federativos), onde todos, com absoluta autonomia e soberania, exercem suas atividades sem estender quaisquer tipos de interferência ou autoridade em Jurisdição que não lhe seja a própria.

Por razões que não cabe aqui expressar um julgamento, se faz necessário que nossa Jurisdição tenha ciência de fatos que vêm ocorrendo no âmbito do Grande Oriente do Brasil, Potência Regular, com o qual mantemos estreito relacionamento fraterno e amistoso em Santa Catarina, com compartilhamento de Templos, a prática da intervisitação, associados comuns na Fundação Hermon, Rede Somar (organismo composto por maçons voltado à avaliação das ações dos políticos em Santa Catarina),   e outras iniciativas de caráter social.

Lamentavelmente, como é sabido por todos, a Alta Administração do GOB Central vem experimentando um profundo desgaste em sua estrutura administrativa, com consequências desastrosas para suas representações Federativas, a ponto de contribuir para dissidências de parte destes, em vários Estados, onde pode se afigurar mais um cisma na Maçonaria brasileira, com consequências desastrosas para toda Ordem Maçônica.

Lamentavelmente homens comprometidos com o ideal da Igualdade, Liberdade e Fraternidade, não estão se entendendo, contrariando a máxima maçônica que ressalta: “quão bom e quão agradável é que os irmãos vivam em união”.

Lamentavelmente, o desentendimento no âmbito do GOB transbordou dos Tribunais Maçônicos e chegou à Justiça comum, algo impensável, um delito que viola a base da Iniciação Maçônica.

Lamentavelmente, ainda, com base nos documentos que se tornaram públicos, fica evidente que o pano de fundo de todo esse desentendimento é a disputa em torno das eleições para o cargo de Grão-Mestre Geral, com desdobramentos de uma guerra política interna na qual não faltam acusações de golpe e suspeitas de irregularidades.

Meus Irmãos, a par da nossa apreensão com esse caos que atinge uma Potência Regular, precisamos nos manter isentos de iniciativas precipitadas que possam ensejar amplo envolvimento numa questão sobre a qual não temos ingerência.

É necessário que nossa atitude, perante os legítimos Irmãos do GOB, continue sendo fraterna e acolhedora. Nada mudou em relação ao nosso relacionamento maçônico e aceitação deles como verdadeiros Irmãos.

A Grande Loja de Santa Catarina continuará atenta aos desdobramentos desse episódio constrangedor, emprestando todo seu apoio à conciliação que espera, para o bem da Maçonaria.

Flávio Rogério Pereira Graff
Grão-Mestre
GRANDE LOJA DE SANTA CATARINA
Conhecer-se e Aperfeiçoar-se